Prof. Pedro Paulo – Tecnologia, Sociologi@ & Filosofi@

A Tecnologia como ferramenta a serviço da Educação

Filosofia. Cap. 4 – PERÍODOS E CAMPOS DE INVESTIGAÇÃO DA FILOSOFIA GREGA

PERÍODOS E CAMPOS DE INVESTIGAÇÃO DA FILOSOFIA GREGA

Períodos e campos de investigação da filosofia grega

Os  períodos  da  filosofia  grega:  Os  quatro  grandes  períodos  da  Filosofia  grega,  nos  quais  seu
conteúdo muda e se enriquece, são:
1.  Período  pré-socrático  ou  cosmológico,  do  final  do  século  VII  ao  final  do  século  V  a.C., quando  a  Filosofia  se  ocupa  fundamentalmente  com  a  origem  do  mundo  e  as  causas  das transformações na Natureza.

Período pré-socrático ou cosmológico
Os principais filósofos pré-socráticos foram:
* filósofos da Escola Jônica: Tales de Mileto, Anaxímenes de Mileto, Anaximandro de Mileto e  Heráclito de Éfeso;
* filósofos da Escola Itálica: Pitágoras de Samos, Filolau de Crotona e Árquitas de Tarento;
* filósofos da Escola Eleata: Parmênides de Eléia e Zenão de Eléia;
*  filósofos  da  Escola  da  Pluralidade:  Empédocles  de  Agrigento,  Anaxágoras  de  Clazômena, Leucipo de Abdera e Demócrito de Abdera.

1.  Os físicos – Materialismo Jônico – Qual é o princípio natural da natureza? Tales – a água; Anaxímenes – o ar; Anaximandro – o ápeiron: água, terra, fogo e ar.
2.  Pitágoras – Panteísmo matemático – Qual é a substância imaterial originária? Metempsicose – A  realidade  é Desordem – Os  números  são  entidades – Os  números são regidos pelo UNO.
3.  Os Eleatas – O que é o Ser? – (idealismo) Zenon – O ser é imóvel; Xenófanes – O Ser é uno; Parmênides – O ser é uno.
Conclusões – Nada muda, tudo é sempre Igual. (Estabilidade).
Heráclito – Tudo muda, nada Permanece. (Mudança – transformação).
Materialismo – “Não podemos nos banhar duas vezes no mesmo rio”
4.  Empédocles – Síntese de Heráclito x Eleatas
5.  Atomistas – teoria dos Átomos
Demócrito – átomos; Anaxágoras – (Homeomorias).

As principais características da cosmologia:
  É  uma  explicação  racional  e  sistemática  sobre  a  origem,  ordem  e  transformação  da natureza,  da  qual  os  seres humanos  fazem  parte,  de  modo  que,  ao  explicá-la,  a filosofia também explica a origem e as mudanças dos seres humanos.
  Busca  o  princípio  natural, eterno,  imperecível  e  imortal,  gerador  de  todos os  seres. A cosmologia não admite a criação do mundo a partir do nada; ela afirma a geração de todas as coisas por um princípio natural de onde tudo vem e para onde tudo retorna.
2. Período socrático ou antropológico, do final do século V e todo o século IV a.C., quando a Filosofia  investiga  as  questões  humanas,  isto  é,  a  ética,  a  política  e  as  técnicas,  e  busca compreender qual o lugar do homem no mundo. (Sócrates contra os sofistas).

Período socrático ou antropológico

Com o desenvolvimento das cidades, do comércio, do artesanato e das artes militares, Atenas tornou-se  o centro  da  vida  social,  política  e  cultural  da  Grécia,  e  viveu  seu  período  de esplendor, conhecido como o Século de Péricles.

É  a  época  de  maior  florescimento  da  democracia.  A  democracia  grega  possuía,  entre  outras, duas características de grande importância para o futuro da filosofia.

Em primeiro lugar, afirmava a igualdade de todos os homens adultos perante as leis e o direito de  todos  de  participar  diretamente  do  governo  da  cidade,  e  da pólis.  Em  segundo,  e  como consequência,  a  democracia,  sendo  direta  e não  por  eleição  de  representantes,  garantia  a todos  a  participação  no  governo,  e  os  que  dele  participavam  tinham  o  direito  de  exprimir, discutir  e  defender  em  público  suas  opiniões  sobre  as  decisões  que  a  cidade  deveria  tomar.

Surgia, assim a figura do Cidadão.

Para conseguir que sua opinião fosse aceita nas assembleias, o cidadão precisava saber falar e ser capaz de persuadir os demais. Com isso, uma mudança vai ocorrer na educação grega.

Para  dar  aos  jovens  essa  educação,  substituindo  a  educação  antiga dos  poetas,  surgiram,  na Grécia,  os sofistas,  os  primeiros  filósofos  do  período  socrático. Os  sofistas  mais  importantes são: Protágoras de Abdera, Górgias de Leontini e Isócrates de Atenas.

Os  sofistas  diziam  que  os  filósofos  cosmológicos  estavam  repletos de  erros  e  contradições  e que  não  tinham  utilidade  para  a  vida  da  pólis.  Apresentavam-se  como  mestre  da  oratória  ou retórica, afirmando que possuíam a arte de ensinar aos jovens para que fossem bons cidadãos.

Arte  da  persuasão,  ensinada  pelos  sofistas,  não  passava  de  uma  técnica  para  se  defender  de uma posição contrária e ou argumentar uma opinião e ganhar uma discussão na assembleia.

Sócrates contra os sofistas

Sócrates  rebelou-se  contra  os  sofistas,  dizendo  que  eles  não  eram  filósofos,  pois  não  tinham amor  pela  sabedoria  nem  respeito  pela  verdade,  defendendo  qualquer  ideia,  se  isso  fosse vantajoso.  Corrompiam  o  espírito  dos  jovens,  pois  faziam  o  erro  e  a  mentira  valerem  tanto quanto a verdade.

Discordando  dos  antigos  poetas,  filósofos  e  dos  sofistas,  Sócrates,  propunha  que,  antes  de conhecer  a  natureza  e  antes  de  querer  persuadir  os  outros,  cada  um  deveria  primeiro conhecer-se a si mesmo.

Sócrates  andava  pelas  ruas  e  praças  de  Atenas,  pelo  mercado  e  pela  assembleia  indagando  a cada um: “Você sabe o que é isso que você está dizendo?”, “Você sabe o que é isso que você acredita?”, “Você acredita que a justiça é importante, mas o que é a justiça?”, “Você diz que ama as coisas e as pessoas belas, mas o que é a beleza?”, “Você crê que seus amigos são a melhor coisa que você tem, mas o que é a amizade?”.

Sócrates  fazia  perguntas  sobre  as  ideias,  sobre  os  valores  nos  quais  os  gregos  acreditavam  e que  julgavam  conhecer.  Suas  perguntas  deixavam  os  interlocutores  embaraçados,  irritados, curiosos, pois, quando tentam responder ao célebre “o que é?”, descobriam que nunca tinham pensando em suas crenças, seus valores e em suas ideias.

“Só sei que nada sei”

As pessoas esperavam que Sócrates respondesse por elas ou para elas. Mas ele, dizia: “Eu também  não  sei,  por  isso estou perguntando”. Donde a famosa expressão atribuída a ele quando respondeu à pergunta da sibila no templo de Apolo: “Só sei que nada sei”.

A consciência da própria ignorância é o começo da filosofia. Sócrates procurava a essência real e  verdadeira  das  coisas,  da  ideia,  do  valor.  Como  a  essência  não  é  dada  pela  percepção sensorial, do pensamento, procurá-la é procurar o que o pensamento conhece da realidade e verdade de uma coisa, de uma ideia, de um valor.

Qual a diferença entre uma opinião e um conceito? A opinião varia de pessoa para pessoa, de lugar  para  lugar,  de  época  para  época.  É  instável,  mutável,  depende  de  cada  um,  de  seus gostos  e  preferências. O  conceito,  ao  contrário,  é  uma  verdade  intemporal,  universal  e necessária  que  o  pensamento  descobre,  mostrando  que  é  a  essência  universal,  intemporal  e necessária de alguma coisa.

As ideias de Sócrates

Sabemos que os poderosos têm medo do pensamento, pois o poder é mais forte se ninguém pensar,  se  todos  aceitarem  as  coisas  como  elas  são,  ou  melhor,  como  nos  dizem  nos  fazem acreditar  que  são.  Para  os  poderosos  de  Atenas,  Sócrates  tornara-se  um  perigo,  pois  fazia  a juventude pensar. Por isso, eles o acusaram de desrespeitar os deuses, corromper os jovens e violar  as  leis.  Levado  à  assembleia,  Sócrates  não  se  defendeu  e  foi  condenado  a  tomar  um veneno, a cicuta.

Por que Sócrates não se defendeu? “Porque”, dizia ele, “se eu me defender, estarei aceitando as acusações, e eu não as aceito. Se eu me defender, o que os juízes vão exigir de mim? Que eu pare de filosofar. Mas eu prefiro a morte a ter renunciar à filosofia”.

O julgamento e a morte de Sócrates são narrados por Platão na obra Apologia de Sócrates, isto é, a defesa de Sócrates, feita por seus discípulos contra Atenas.
3. Período sistemático, do final do século IV ao final do século III a.C., quando a Filosofia busca reunir  e  sistematizar  tudo  quanto  foi  pensado  pela  cosmologia  e pelas  investigações  sobre  a ação humana na ética, na política e nas técnicas. A filosofia se interessa em mostrar que tudo pode  ser  objeto  do  conhecimento  filosófico,  desde  que  as  leis  do  pensamento  e  de  suas demonstrações  estejam  firmemente  estabelecidas  para  oferecer  os  critérios  da  verdade  e  da ciência. Além  disso,  os  filósofos  procuram  encontrar  o  fundamento  último  de  todas  as  coisas ou da realidade inteira, e essa investigação, séculos mais tarde, será designado com o nome de metafísica.

Este período tem como principal nome o filósofo Aristóteles de Estagira, discípulo de Platão.

Passados quase quatro séculos de Filosofia, Aristóteles apresenta, nesse período, uma verdadeira enciclopédia de todo o saber que foi produzido e acumulado pelos gregos em todos os ramos do pensamento e da prática considerando essa totalidade de saberes como sendo a Filosofia. Esta, portanto, não é um saber específico sobre algum assunto, mas uma forma de conhecer todas as coisas, possuindo procedimentos diferentes para cada campo de coisas que conhece.

Além de a Filosofia ser o conhecimento da totalidade dos conhecimentos e práticas humanas, ela também estabelece uma diferença entre esses conhecimentos, distribuindo-os numa escala que vai dos mais simples e inferiores aos mais complexos e superiores. Essa classificação e distribuição dos conhecimentos fixou, para o pensamento ocidental, os campos de investigação da Filosofia como totalidade do saber humano.

Cada saber, no campo que lhe é próprio, possui seu objeto específico, procedimentos específicos para sua aquisição e exposição, formas próprias de demonstração e prova. Cada campo do conhecimento é uma ciência (ciência, em grego, é episteme).
Aristóteles afirma que, antes de um conhecimento constituir seu objeto e seu campo próprios, seus procedimentos próprios de aquisição e exposição, de demonstração e de prova, deve, primeiro, conhecer as leis gerais que governam o pensamento, independentemente do conteúdo que possa vir a ter.

O estudo das formas gerais do pensamento, sem preocupação com seu conteúdo, chama-se lógica, e Aristóteles foi o criador da lógica como instrumento do conhecimento em qualquer campo do saber.
A lógica não é uma ciência, mas o instrumento para a ciência e, por isso, na classificação das ciências feita por Aristóteles, a lógica não aparece, embora ela seja indispensável para a Filosofia e, mais tarde, tenha se tornado um dos ramos específicos dela.
4.  Período  helenístico  ou  greco-romano, do  final  do  século  III  a.C.  até  o  século  VI  depois  de Cristo.  Nesse  longo  período,  que  já  alcança  Roma  e  o  pensamento  dos  primeiros  Padres  da Igreja,  a  Filosofia  se  ocupa  sobretudo  com  as  questões  da  ética,  do  conhecimento  humano  e das relações entre o homem e a Natureza e de ambos com Deus

Trata-se do último período da Filosofia antiga, quando a polis grega desapareceu como centro político, deixando de ser referência principal dos filósofos, uma vez que a Grécia encontra-se sob o poderio do Império Romano. Os filósofos dizem, agora, que o mundo é sua cidade e que são cidadãos do mundo. Em grego, mundo se diz cosmos e esse período é chamado o da Filosofia cosmopolita.

Essa época da Filosofia é constituída por grandes sistemas ou doutrinas, isto é, explicações totalizantes sobre a Natureza, o homem, as relações entre ambos e deles com a divindade (esta, em geral, pensada como Providência divina que instaura e conserva a ordem universal). Predominam preocupações com a ética – pois os filósofos já não podem ocupar-se diretamente com a política -, a física, a teologia e a religião.
Datam desse período quatro grandes sistemas cuja influência será sentida pelo pensamento cristão, que começa a formar-se nessa época: estoicismo, epicurismo, ceticismo e neoplatonismo.

A amplidão do Império Romano, a presença crescente de religiões orientais no Império, os contatos comerciais e culturais entre ocidente e oriente fizeram aumentar os contatos dos filósofos helenistas com a sabedoria oriental. Podemos falar numa orientalização da Filosofia, sobretudo nos aspectos místicos e religiosos.

Os campos do conhecimento filosófico
Vejamos, pois, a classificação aristotélica:
● Ciências produtivas: ciências que estudam as práticas produtivas ou as técnicas, isto é, as ações humanas cuja finalidade está para além da própria ação, pois a finalidade é a produção de um objeto, de uma obra. São elas: arquitetura (cujo fim é a edificação de alguma coisa), economia (cujo fim é a produção agrícola, o artesanato e o comércio, isto é, produtos para a sobrevivência e para o acúmulo de riquezas), medicina (cujo fim é produzir a saúde ou a cura), pintura, escultura, poesia, teatro, oratória, arte da guerra, da caça, da navegação, etc. Em suma, todas as atividades humanas técnicas e artísticas que resultam num produto ou numa obra.
● Ciências práticas: ciências que estudam as práticas humanas enquanto ações que têm nelas mesmas seu próprio fim, isto é, a finalidade da ação se realiza nela mesma, é o próprio ato realizado. São elas: ética, em que a ação é realizada pela vontade guiada pela razão para alcançar o bem do indivíduo, sendo este bem as virtudes morais (coragem, generosidade, fidelidade, lealdade, clemência, prudência, amizade, justiça, modéstia, honradez, temperança, etc.); e política, em que a ação é realizada pela vontade guiada pela razão para ter como fim o bem da comunidade ou o bem comum.
Para Aristóteles, como para todo grego da época clássica, a política é superior à ética, pois a verdadeira liberdade, sem a qual não pode haver vida virtuosa, só é conseguida na polis. Por isso, a finalidade da política é a vida justa, a vida boa e bela, a vida livre.
● Ciências teoréticas, contemplativas ou teóricas: são aquelas que estudam coisas que existem independentemente dos homens e de suas ações e que, não tendo sido feitas pelos homens, só podem ser contempladas por eles. Theoria, em grego, significa contemplação da verdade. O que são as coisas que existem por si mesmas e em si mesmas, independentes de nossa ação fabricadora (técnica) e de nossa ação moral e política? São as coisas da Natureza e as coisas divinas. Aristóteles, aqui, classifica também por graus de superioridade as ciências teóricas, indo da mais inferior à superior:
1. ciência das coisas naturais submetidas à mudança ou ao devir: física, biologia, meteorologia, psicologia (pois a alma, que em grego se diz psychê, é um ser natural, existindo de formas variadas em todos os seres vivos, plantas, animais e homens);
2. ciência das coisas naturais que não estão submetidas à mudança ou ao devir: as matemáticas e a astronomia (os gregos julgavam que os astros eram eternos e imutáveis);
3. ciência da realidade pura, que não é nem natural mutável, nem natural imutável, nem resultado da ação humana, nem resultado da fabricação humana. Trata-se daquilo que deve haver em toda e qualquer realidade, seja ela natural, matemática, ética, política ou técnica, para ser realidade. É o que Aristóteles chama de ser ou substância de tudo o que existe. A ciência teórica que estuda o puro ser chama-se metafísica;
4. ciência teórica das coisas divinas que são a causa e a finalidade de tudo o que existe na Natureza e no homem. Vimos que as coisas divinas são chamadas de theion e, por isso, esta última ciência chama-se teologia.

A herança Aristotélica

A Filosofia, para Aristóteles, encontra seu ponto mais alto na metafísica e na teologia, de onde derivam todos os outros conhecimentos.

A partir da classificação aristotélica, definiu-se, no correr dos séculos, o grande campo da investigação filosófica, campo que só seria desfeito no século XIX da nossa era, quando as ciências particulares se foram separando do tronco geral da Filosofia. Assim, podemos dizer que os campos da investigação filosófica são três:

  • ·         1º. O do conhecimento da realidade última de todos os seres, ou da essência de toda a realidade. Como, em grego, ser se diz on e os seres se diz ta onta, este campo é chamado de ontologia (que, na linguagem de Aristóteles, se formava com a metafísica e a teologia).
  • ·         2º. O do conhecimento das ações humanas ou dos valores e das finalidades da ação humana: das ações que têm em si mesmas sua finalidade, a ética e a política, ou a vida moral (valores morais) e a vida política (valores políticos); e das ações que têm sua finalidade num produto ou numa obra: as técnicas e as artes e seus valores (utilidade, beleza, etc.).
  • ·         3º. O do conhecimento da capacidade humana de conhecer, isto é, o conhecimento do próprio pensamento em exercício. Aqui, distinguem-se: a lógica, que oferece as leis gerais do pensamento; a teoria do conhecimento, que oferece os procedimentos pelos quais conhecemos; as ciências propriamente ditas e o conhecimento do conhecimento científico, isto é, a epistemologia.
    Ser ou realidade, prática ou ação segundo valores, conhecimento do pensamento em suas leis gerais e em suas leis específicas em cada ciência: eis os campos da atividade ou investigação filosófica.

.

About these ads

Sobre brito964

Nascido em Belo Horizonte - 44 anos. Pedagogo. Professor/Analista da Educação. Educação. Tecnologia. Aprendizagem em Ambientes Colaborativos. Casado. Arinos - MG.

Deixe uma resposta ou Comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Informação

Publicado em 21/09/2012 por em 1º Ano, Filosofia.
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

%d blogueiros gostam disto: